1. APRESENTAÇÃO
O Planejamento Estratégico do Programa de Pós-Graduação em Farmácia da UFBA (PPgFAR-UFBA) é uma ferramenta de gestão que visa otimizar o uso de recursos públicos, buscando eficiência e eficácia. Este planejamento considera a adequação às necessidades regionais, nacionais e internacionais, a articulação com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFBA, a política de contratação e credenciamento de docentes e o apoio institucional à infraestrutura.
O programa busca alinhamento com as demandas de formação de mestres e doutores e com a produção de conhecimento na área de Farmácia, demonstrando adequação às necessidades em diferentes níveis.
Em relação ao contexto regional, o PPgFAR-UFBA atende a uma demanda histórica da Bahia por formação stricto sensu em Farmácia, sendo o único programa que forma doutores na área no estado. Adicionalmente, as interações com indústrias locais (ex.: Bahiafarma) visam fortalecer a produção farmacêutica e biotecnológica regional e reter talentos.
No âmbito nacional, o programa segue as diretrizes de pós-graduação, focando em áreas estratégicas como bioprospecção e planejamento de fármacos, colaborando com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) que possuem Programas de Pós-graduação de Excelência como Universidade de São Paulo / Ribeirão Preto, Universidade SENAI CIMATEC e FIOCRUZ/BA. Atualmente, esta área tem sido foco da política nacional (ex: Nova Indústria Brasil – Missão 2) para o fortalecimento e resiliência do Complexo Econômico Industrial da Saúde.
No contexto internacional, o PPgFAR-UFBA promove a internacionalização por meio de parcerias, como as estabelecidas com o Benin e a Nigéria (para o acolhimento de estudantes), e incentiva a realização de estágios e participação em eventos científicos internacionais. Durante o quadriênio (2021 – 2024) vários docentes (ex.: Dr. Daniel Bezerra, Prof José Antônio Menezes, Profa Neci Soares e Prof Henrique Marcelino) foram beneficiados pela inclusão do PPgFAR-UFBA no programa institucional CAPES-PrInt, mesmo que este tenha sido um programa voltado para os programas conceito 6 e 7. O PPgFAR estava atrelado ao “Tema 13: Inovações em Saúde e Ambiente como Estratégia para a Redução das Desigualdades Sociais e Melhoria da Qualidade de Vida.”
Para enfrentar os desafios e atingir seus objetivos, o programa conta com um corpo docente qualificado, infraestrutura laboratorial adequada e captação de recursos, além de um currículo estruturado que abrange desde pesquisa translacional até o desenvolvimento de novos fármacos.
As políticas e ações do PPgFAR-UFBA estão alinhadas com o Projeto de Desenvolvimento Institucional da UFBA (PDI-UFBA), visando aprimorar a formação de mestres e doutores e sua inserção na comunidade acadêmica. Essa articulação se concretiza por meio de diversos objetivos estratégicos do PDI-UFBA, como:
Objetivo 1 - Qualificar a formação: Na diretriz de “Ampliação da qualidade da pós-graduação”, com a consolidação do curso de doutorado (aprovado em 2018 e iniciado em 2019) e a implementação de cotas para minorias (Resoluções do Conselho Acadêmico de Ensino – UFBA 01/2017, alterada pela 08/2023). Neste contexto o PPgFAR-UFBA formou 44 mestres e 11 doutores; implantou em seus editais quota para pretos, pardos, quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência e pessoas trans, em consonância com a meta estabelecida pelo PDI-UFBA, de que 100% dos PPgs tenham cotas para essas minorias. Na diretriz de “Ampliação da eficiência e eficácia dos processos de autoavaliação”, o PPgFAR-UFBA contribuiu para alcançar a meta institucional de 100% dos PPGs da UFBA terem comissões de auto-avaliação que subsidiem suas ações de planejamento e gestão.
A análise e resultados da Autoavaliação estão descritos no item 1.4.
Objetivo 2 - Fortalecer o processo de inovação e desenvolvimento tecnológicos, bem como sua transferência para sociedade: Ampliação e consolidação da produção de conhecimento científico e inovação, com parcerias com empresas e a criação de startups. No contexto da produção do conhecimento científico, o PPgFAR-UFBA possui 45% do Docentes Permanentes como portadores de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, o que reflete a qualidade da pesquisa. Já no quesito da inovação o PPgFAR-UFBA atua na inovação de forma direta e indireta. Seus egressos e docentes buscam a inovação de forma constante e a transferência deste conehcimento se dá a partir de parcerias com diversas empresas, incluindo a startup ForGalenic (www.forgalenic.com.br, criada por egressas do programa: Ana Lenz e Tainá Souza e o docente Henrique Marcelino, que possui fundos captados em editais Finep/FAPESB e CNPq/FAPESB), e grandes empresas como Bahiafarma (http://bahiafarma.ba.gov.br/noticias/bahiafarma-e-ufba-oficializam-parce...), e Phytor Ltd (Prof Ricardo David). A colaboração com a Fiocruz/BA também é um ponto importante, com atuação de docentes, egressos e pós-doutorandos do PPgFAR no Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz/BA). Adicionalmente, a formação obtida no programa tem permitido que os nossos egressos, principalmente doutores, tenham inserção
em outras comunidades acadêmicas, com egressos atuando em universidades como a Universidade do Estado da Bahia e a University of Maryland/EUA (Dra. Carolina do Rosário E. Guimarães e Dr. Renan Fernandes Espírito Santo, respectivamente).
Para capacitar seus alunos, o PPgFAR oferece o curso (em vias de se tornar disciplina) de Inovação e Empreendedorismo em Ciências Farmacêuticas, ministrada por professores visitantes e permanentes, visando ampliar as possibilidades de geração de produtos inovadores e propriedade industrial com potencial de transferência de tecnologia.
Como resultado dessas iniciativas, diversos projetos foram aprovados em editais de inovação e empreendedorismo. Destacam-se: o Edital Inova cerrado, fase ideação, SEBRAE, 2024, com o Projeto: SERTÃOPET.CO, e o Projeto: LAPEMEC-UFBA. Há também um projeto em inovação tecnológica social aprovado para a Fase 2 do Edital FAPESB Inventiva II.
Objetivo 3 - Intensificar a extensão e seus impactos sociais: Para atingir esse objetivo, o PPgFAR-UFBA desenvolve diversas ações, buscando qualificar as atividades de extensão e fortalecer a articulação entre a formação discente, a pesquisa e a prestação de serviços públicos.
Docentes do PPgFAR estão ativamente engajados em projetos de extensão permanentes e atividades curriculares de caráter extensionista, como as Atividades Curriculares em Comunidade e Sociedade (ACCS), que têm como público-alvo populações carentes e vulneráveis. Essas iniciativas visam levar o conhecimento produzido na universidade para a sociedade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento social.
Um dos projetos de extensão de maior destaque é o Laboratório em Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Farmácia (LACTFAR), integrado ao Sistema Universitário de Saúde (SIUNIS) da UFBA. O LACTFAR oferece suporte a postos e centros de saúde da Prefeitura Municipal de Salvador, bem como a demandas do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) e de hospitais e centros de referência do Estado da Bahia. O laboratório realiza exames de baixa, média e alta complexidade, atendendo cerca de 150 a 200 pacientes por dia, integrando as atividades de ensino (graduação e pós-graduação) e de pesquisa.
A integração entre extensão e pesquisa é evidenciada por projetos como o “Farmácia Viva”, que busca unir o saber popular com os métodos científicos na busca por novos medicamentos, utilizando a etnobotânica. Este projeto, desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e financiado pelo Ministério da Saúde, visa estruturar uma Farmácia Viva em Salvador, promovendo a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF).
O PPgFAR também oferece Ações Curriculares em Comunidade e Sociedade (ACCS), como a FAR457-Educação e Saúde: Prevenção de Anemias, que atua em creches e escolas públicas do ensino fundamental,localizadas no subúrbio de Salvador e áreas metropolitanas. Esse projeto multidisciplinar envolve estudantes de graduação de diversas áreas da saúde e pós-graduandos do PPgFAR, com o objetivo de avaliar a presença de anemia e infecções parasitárias em crianças, além de promover atividades educativas para pais e crianças.
Em 2023, o Colegiado do PPgFAR aprovou a criação da primeira disciplina de ACCS 100% vinculada à pós-graduação: a ACCS - Conexão Saúde, Ciência e Sociedade. Essa iniciativa promove a popularização das ciências e da saúde em escolas públicas de Salvador e região metropolitana, fortalecendo a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
Objetivo 4 - Fortalecer a internacionalização: Investimento na internacionalização de docentes e ampliação da produção científica com colaborações internacionais, tais ações foram impulsionadas por diversas ações. Destaca-se o apoio institucional por meio do Programa CAPES-PrInt/UFBA, ainda que o PPgFAR possua nota CAPES 4 (2017-2020).
Durante o quadriênio 2021-2024, docentes realizaram atividades em instituições estrangeiras como o M.D. Anderson Câncer Center (EUA), Université Paris Cité (França), Universidade de Lisboa (Portugal) e University of London (Inglaterra). Além disso, o corpo docente do PPgFAR mantém projetos em rede com instituições estrangeiras, incluindo projetos institucionais como CAPES-COFECUB, CNPq – Redes com Brasileiros no Exterior, e projetos financiados por fontes de fomento internacionais como o Center for Disease Control and Prevention e a Royal Society.
No âmbito da produção científica, o PPgFAR tem aumentado sua taxa de publicação de artigos com discentes e/ou egressos, acompanhado por uma melhoria na qualidade das publicações em relação ao Qualis/CAPES. Institucionalmente, o PPgFAR se beneficia do programa de incentivo à publicação de artigos científicos da UFBA, que oferece apoio financeiro para serviços editoriais e taxas de publicação.
Em 2024, o PPgFAR foi contemplado com o Programa Move La América, uma ação da CAPES para internacionalizar a pós-graduação brasileira a partir da atração de pesquisadores de outros países da América Latina e do Caribe. O programa recebeu uma bolsa de mestrado-sanduíche e uma de doutorado-sanduíche, o que contribui para o aumento da internacionalização, tanto através da mobilidade discente quanto da adequação docente às regras internacionais de pesquisa e disciplinas. Adicionalmente, o PPgFAR- UFBA tem parcerias com o Benin e a Nigéria para a formação de pesquisadores em hematologia e anemia falciforme.
Não obstante, quanto à produção científica, o PPgFAR apresentou aumento na taxa de publicação de artigos com discentes e/ou egressos nos últimos dois anos do quadriênio 2021-2024. Foram publicados 28 artigos em 2021, 24 em 2022, 46 em 2023 e 33 em 2024, o que representa um incremento de 52% em relação aos dois primeiros anos.
Esse aumento progressivo foi acompanhado por melhoria na qualidade das publicações, considerando o Qualis/CAPES (2017-2020). Nos dois primeiros anos, foram publicados 45 artigos entre os estratos A1 e A4, enquanto nos dois últimos anos, foram publicados 54 artigos nesses mesmos estratos.
Objetivo 5 -Ampliar a transparência e a articulação com a sociedade: Seguindo as diretrizes deste objetivo, o PPgFAR tem investido em suas redes sociais, como o Facebook e, principalmente, o Instagram (@ppgfarufba), que conta com um número crescente de seguidores. Além disso, o programa utiliza seu sítio eletrônico como meio de comunicação oficial, divulgando editais e outras informações relevantes. O site do PPgFAR é: https://www.ppgfarmacia.far.ufba.br/pt-br. Adicionalmente, PPgFAR também busca divulgar suas atividades em jornais e revistas, contribuindo para a meta estabelecida no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFBA de aumentar o envio de informações para veículos de comunicação externos à Universidade.
Para fortalecer a comunicação, o PPgFAR conta com o apoio de uma bolsista de graduação do Programa Permanecer-UFBA (ação afirmativa), que produz cards para divulgar chamadas/editais e outras informações relevantes para a comunidade/sociedade.
Ainda no contexto das relações intra-institucionais, o PPgFAR atua na definição de vagas para áreas estratégicas. Na Faculdade de Farmácia da UFBA, onde estamos alocados, a política de contratação de docentes é definida pela Congregação da Faculdade de Farmácia, no qual a Coordenação do PPgFAR possui assento garantido pelo Regimento da mesma. A coordenação do Programa discute no colegiado do PPgFAR para alinhar os perfis docentes com as linhas de pesquisa do programa, bem como as suas necessidades e encaminhar a demanda para os departamentos. Adicionalmente, o programa estabelece critérios para credenciamento e recredenciamento de docentes, visando a melhorias e modernização das linhas de pesquisa. Um documento referente à política de credenciamento, aprovada pelo colegiado do PPgFAR está disponível no sítio eletrônico do programa (https://www.ppgfarmacia.far.ufba.br/sites/ppgfarmacia.far.ufba.br/files/...), e descrito sucintamente nos parágrafos a seguir.
O credenciamento de docentes permanentes se baseia nos critérios de 1)produção científica relevante, com ênfase em publicações em periódicos indexados; 2) produção de produtos técnicos e tecnológicos; experiência em docência em nível de pós-graduação; 3) coordenação e participação em projetos financiados; 4) experiência em orientação de alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado (ao menos, coorientação); e 5) impacto social, econômico e internacionalização das atividades.
O credenciamento é realizado sempre que houver necessidade de inclusão ou renovação de docentes no programa, preferencialmente no início do período avaliativo. A avaliação considera os últimos quatro anos de atividades, com possibilidade de extensão em situações específicas. O processo é comparativo entre os candidatos, determinando-se os percentis 75 para cada critério de avaliação como forma de estabelecer a nota máxima para cada item. As médias ponderadas são calculadas considerando todos os critérios presentes no Edital para fins de ranqueamento dos candidatos. O número de vagas para docentes credenciados é definido previamente no Edital, aprovado pelo Colegiado do PPgFAR, sendo estas ocupadas pelos candidatos mais bem classificados no ranqueamento.
Para o recredenciamento de docentes permanentes, são critérios eliminatórios: a ausência de orientação de alunos ou a não conclusão de orientação durante o quadriênio; a não ministração de disciplinas no programa durante o quadriênio; e a não publicação de artigos científicos com discentes titulados (ou em andamento) ou egressos durante o quadriênio.
Na avaliação comparativa para recredenciamento, são considerados os seguintes critérios: ser bolsista de produtividade do CNPq (PQ/DT); índices bibliométricos (Índice h e citações; Scopus® ou Web of Science®); produção científica com discentes e/ou egressos do programa em periódicos indexados; produção de produtos técnicos e tecnológicos com discentes do programa; coordenação e/ou participação em projetos financiados; docência no programa; orientação de alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado no programa; e impactos social, econômico e internacionalização das atividades.
O recredenciamento ocorre a cada quatro anos, ou sempre que houver solicitação da coordenação do programa, preferencialmente durante o primeiro ano do período avaliativo da CAPES. A avaliação considera os últimos quatro anos de atividades, com possibilidade de extensão em situações específicas (ex.: gravidez e adoção). O processo é comparativo entre os candidatos, determinando-se os percentis 75 para cada critério de avaliação como forma de estabelecer a nota máxima para cada item. Calcula-se a média ponderada considerando todos os critérios presentes no Edital, e o ranqueamento dos candidatos aprova aqueles com nota final (após média ponderada) acima do percentil 15.
O descredenciamento de docentes pode ocorrer pelos seguintes motivos: não cumprimento dos critérios estabelecidos para o recredenciamento, conduta incompatível com a função docente, ausência injustificada das atividades do programa, quebra de sigilo ou confidencialidade, ou ainda, por apresentar nota final abaixo do percentil 15 no processo de recredenciamento. O processo de descredenciamento pode ser precedido de uma ampla avaliação, garantindo-se ao docente o direito à ampla defesa. Quando o descredenciamento for decorrente do Edital de recredenciamento, o recurso deverá ser apresentado no período indicado pelo edital.
O PPgFAR também recebeu apoio institucional para a melhoria e expansão de sua infraestrutura durante o quadriênio 2021-2024 por meio de diversas ações e programas.
A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) desempenhou papel fundamental nesse apoio. A Coordenação de Fomento à Pós-Graduação, responsável pela execução financeira e contábil dos recursos do tesouro nacional e da CAPES, viabilizou o repasse de verbas por meio do Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP). O PROAP, financiado pela CAPES, destina-se a apoiar os cursos de pós-graduação stricto sensu, custeando atividades científico-acadêmicas relacionadas à titulação de mestres e doutores. O PPgFAR recebeu os seguintes valores do PROAP: R$ 27.316,00 em 2021 e 2022; R$ 29.044,00 em 2023; e R$ 30.842,00 em 2024.
Adicionalmente, o PPgFAR-UFBA foi beneficiado pela Portaria 155/2022 - Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) para Consolidação de Cursos Nota 3 e 4, que contemplou 39 Programas de Pós-Graduação (PPGs) da UFBA com bolsas de mestrado e doutorado. O PPgFAR recebeu duas bolsas (Doutorado), além de recursos para investimento em materiais de consumo e capital para seus pesquisadores (R$ 50.000,00).
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) também contribuiu para o desenvolvimento do PPgFAR, concedendo bolsas de Doutorado, Mestrado e Mestrado Profissional. Entre 2021 e 2024, a FAPESB concedeu ao programa 20 bolsas, sendo 5 de doutorado e 15 de mestrado, o que contribuiu para a dedicação dos discentes aos seus projetos de pesquisa e a participação em eventos científicos nacionais e internacionais. Neste segundo item, também há forte impacto do PROAP, tendo em visto que boa parte do valor recebido é destinado para auxílios aos estudantes a participarem de eventos.
O PPgFAR também foi contemplado pelo projeto Capes-Print/UFBA, financiado pelo Edital CAPES 41/2017 com aproximadamente 32 milhões de reais, que visa elevar a internacionalização da universidade. O programa obteve bolsas de Professor Visitante no Exterior Sênior (PVES), Professor Visitante no Exterior Júnior (PVEJ), Doutorado Sanduíche e Missões de trabalho para EUA, Inglaterra, Portugal e França. Em 2024, o PPgFAR foi contemplado com o Programa Move La América.
A UFBA também selecionou professores visitantes para o PPgFAR durante o quadriênio. Durante o quadriênio, pudemos contar com a Profa. Silvia Guterres (11/2023 – atual).
Adicionalmente, a PRPPG organizou um grupo de trabalho que avaliou os relatórios dos PPgs da UFBA na Plataforma Sucupira, listando pontos fracos e fortes, o que resultou na melhoria dos aspectos descritivos do Programa.
A PRPPG disponibilizou os seguintes sistemas para apoio à pesquisa e pós-graduação: Grammarly for Business (assistência de redação com IA), Pivot-RP (fonte de oportunidades de financiamento global), Stela Experta PQ (gestão estratégica de informações em CT&I), Stela Experta PG (avaliação e acompanhamento da performance dos PPGs) e Turnitin (identificação de plágio e garantia da integridade acadêmica).
O PPgFAR também se beneficiou com a aquisição de equipamentos a partir de projetos institucionais (descrito no item 1 - infraestrutura).
2. MISSÃO:
A missão do Programa de Pós-Graduação em Farmácia da UFBA (PPgFAR) é disseminar a ciência, formar recursos humanos qualificados para produzir conhecimento, promover a inovação em áreas ligadas à farmácia e contribuir para redução das assimetrias regionais.
O PPgFAR busca capacitar mestres e doutores com competência pedagógica e para o desenvolvimento de pesquisas, tecnologia e inovação nas áreas de Bioprospecção e Planejamento de Fármacos e na Investigação Laboratorial de Doenças e Agravos à Saúde, de forma articulada com as prioridades do Sistema Único de Saúde e demandas regionais.
3. VISÃO:
A visão do PPgFAR é tornar-se um programa de pós-graduação cuja excelência na formação de recursos humanos seja reconhecida nacionalmente. Além disso, almeja que seu modelo de governança e gestão promova a sua internacionalização e assegure condições para seu contínuo desenvolvimento científico e tecnológico, aliado ao fortalecimento na resolução de demandas locais e regionais.
4. VALORES:
● Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
● Busca da excelência nas suas atividades fins;
● Respeito à diversidade e combate a todas as formas de intolerância e discriminação;
● Valorização das pessoas, diálogo, transparência e estímulo à cooperação;
● Rigor ético em suas decisões e ações;
● Busca da equidade no acesso e permanência na universidade;
● Pluralismo de ideias, promoção de valores democráticos e de cidadania;
● Compromisso com a transformação social;
● Caráter público, gratuito e autônomo da universidade.
5. DIAGNÓSTICO DO PROGRAMA:
Com base nos documentos fornecidos, o diagnóstico do PPgFAR pode ser classificado da seguinte forma, baseados numa matriz (SWOT/FFOA):
Forças:
● Corpo Docente Qualificado: O perfil do corpo docente é avaliado como muito bom, com experiência em orientação de doutorado e produtividade científica relevante. A maioria dos
docentes possui experiência em orientação de doutorado e produtividade científica relevante.
● Captação de Recursos: Capacidade de captação de recursos financeiros para projetos de pesquisa e bolsas para orientandos é um ponto forte do PPgFAR.
● Impacto e Caráter Inovador da Produção Intelectual: O programa é bem avaliado quanto ao impacto e caráter inovador da produção intelectual.
● Engajamento dos Docentes: Os docentes acreditam que suas explicações são claras e que incentivam o compartilhamento das experiências e conhecimentos dos alunos.
● Qualificação do Corpo Docente: Os discentes reconhecem a qualificação do corpo docente.
Fraquezas:
● Atuação dos Docentes Permanentes: Necessidade de aumentar a atuação dos docentes permanentes como visitantes em outras IES, assessores de órgãos de fomento e
membros de corpo editorial.
● Produção Discente: A produção de discentes, tanto de artigos qualificados quanto de produtos técnicos, foi considerada baixa no quadriênio.
● Infraestrutura e Recursos: A infraestrutura laboratorial e os recursos de informática são apontados por docentes, discentes e egressos como fatores limitadores para o processo de
ensino/aprendizagem.
● Carga Horária dos DP: Nível de envolvimento dos DP com o programa parece ser insatisfatório, como evidenciado pela baixa carga horária dos DP em disciplinas ministradas.
● Estrutura Curricular: Os egressos acreditam que a estrutura curricular precisa ser repensada e que é preciso aumentar as oportunidades de intercâmbio para discentes do
programa.
● Atendimento Presencial da Secretaria: O atendimento presencial realizado pela secretaria apresentou um decréscimo no atendimento às demandas de discentes e, principalmente,
dos docentes.
Oportunidades:
● Visibilidade e Internacionalização: Aumentar a visibilidade e internacionalização do programa através de ações como incentivar docentes a atuarem como visitantes em outras IES
e aumentar a captação de novos discentes.
● Formação Pedagógica: Estimular a formação pedagógica dos doutorandos, implementando oficinas pedagógicas.
● Produção Bibliográfica: Qualificar e aumentar a produção bibliográfica em colaboração com discentes e egressos, através de cursos e atividades voltadas à redação e publicação
de material bibliográfico.
● Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa: Avaliar e, se necessário, atualizar as áreas de concentração e linhas de pesquisa do programa, buscando um melhor alinhamento
entre docentes, projetos e produção.
● Programas de Apoio: O PPgFAR pode se beneficiar de programas de apoio como o PROAP e o PDPG para consolidar seus cursos e investir em bolsas e materiais para os
pesquisadores.
● Colaborações: O PPgFAR pode fortalecer colaborações com outras instituições, como a USP e a FIOCRUZ, para fortalecer a qualidade da formação.
Ameaças:
● Concorrência: A concorrência com outros programas de pós-graduação pode dificultar a captação de alunos e recursos.
● Restrições Orçamentárias: A situação de contingenciamento de recursos para pesquisa pode dificultar o desenvolvimento de projetos e a manutenção da infraestrutura.
● Descompasso entre Ingresso e Titulação: Aumento da razão de discentes matriculados por DP ao mesmo tempo em que a razão de discentes titulados por DP reduziu.
● Baixo índice de egressos aprovados em concursos públicos ou atuando na docência superior: O baixo índice de egressos aprovados em concursos públicos ou atuando na
docência superior é reflexo das limitações apontadas anteriormente.
● Insatisfação com a infraestrutura: Insatisfação crescente ao longo do quadriênio em relação aos laboratórios nos quais são realizados os projetos de pesquisa.
● Queda na Satisfação com Recursos: Queda na satisfação com recursos audiovisuais disponíveis para ministrar os componentes curriculares.
6. DIRETRIZES ESTRATÉGICAS:
As diretrizes estratégicas do PPgFAR abordam muitas das demandas identificadas no diagnóstico do programa, mas algumas áreas necessitam de atenção adicional ou abordagens
complementares.
Os pontos a seguir foram descritos nos documentos:
● Qualificar a Formação: Esta diretriz visa melhorar a qualidade do programa e a eficiência da autoavaliação. Aborda a necessidade de aumentar o número de programas de pós-
graduação com mestrado e doutorado e de usar a matriz SWOT para autoavaliação.
● Fortalecer a Pesquisa: Esta diretriz tem como objetivo aumentar a produção científica e a inovação. Inclui ampliar a produção de conhecimento científico e fortalecer a inovação e
o desenvolvimento tecnológico.
● Intensificar a Extensão e seus Impactos Sociais: Busca qualificar as atividades de extensão para segmentos vulneráveis da população e integrar o saber popular com a busca
racional por novos medicamentos.
● Fortalecer a Internacionalização: Visa ampliar intercâmbios e acordos de cooperação, aumentando a mobilidade de docentes e estudantes. Inclui aumentar a internacionalização da produção científica e dos programas de pós-graduação.
● Ampliar a Transparência e a Articulação com a Sociedade: Busca desenvolver a comunicação social e fortalecer os canais de comunicação do programa.
● Produção Discente: Implementar um programa de mentoria e apoio à publicação para discentes, oferecendo workshops sobre escrita científica, revisão de artigos e auxílio na submissão a periódicos. Estimular a utilização do financiamento oferecido pela UFBA para apoio à tradução e publicação em periódicos com boa avaliação (Quartil 62,5 ou superior).
● Infraestrutura e Recursos: Realizar uma pesquisa detalhada sobre as necessidades de infraestrutura e recursos dos laboratórios, priorizando as áreas mais críticas. Buscar
parcerias com empresas e outras instituições para obter recursos e equipamentos.
● Carga Horária dos DP: Desenvolver um sistema de incentivos para aumentar a carga horária dos DP em disciplinas, como bônus na avaliação de desempenho ou prioridade na
distribuição de recursos para pesquisa.
● Atendimento Presencial da Secretaria: Capacitar a equipe da secretaria para melhorar o atendimento presencial, otimizar os processos de atendimento e implementar um sistema
de feedback para avaliar a satisfação dos usuários.
● Descompasso entre Ingresso e Titulação: Implementar um sistema de acompanhamento dos discentes, com metas claras para cada etapa do programa e intervenções precoces
em caso de dificuldades. Oferecer apoio adicional aos discentes que apresentem dificuldades na conclusão de seus trabalhos.
● Política de credenciamento e recredenciamento: Implementar uma política institucional de contratação, renovação e credenciamento de docentes alinhada às necessidades do
Programa, visando a modernização e consolidação das linhas de pesquisa.
7. PLANO DE AÇÃO
Meta 1: Aumentar a visibilidade e internacionalização do PPgFAR.
● Ação 1: Identificar e divulgar as oportunidades para professor visitante em outras IES.
● Ação 2: Impulsionar as mídias sociais e realizar escolas de inverno e/ou verão.
● Ação 3: Incentivar a participação dos discentes em eventos.
● Ação 4: Incentivar a participação em concursos/premiações.
Meta 2: Melhorar a qualidade dos dados referentes aos docentes permanentes e discentes do programa.
● Ação 1: Realizar seminários anuais de orientação para o preenchimento do Lattes.
Meta 3: Estimular a formação pedagógica dos doutorandos.
● Ação 1: Realizar oficinas pedagógicas com Ateliê didático da UFBA (PROGRAD e PRODEP UFBA).
Meta 4: Qualificação e aumento da produção bibliográfica com discentes/egressos.
● Ação 1: Realizar cursos/atividades voltadas a redação e publicação de material bibliográfico.
Meta 5: Atualizar as áreas de concentração e linhas de pesquisas do PPgFAR.
● Ação 1: Avaliar e implementar, no próximo quadriênio, uma alteração nas áreas de concentração e linhas de pesquisa do Programa para equilibrar e alinhar melhor os docentes,
projetos e produção.
Meta 6: Atualização da infraestrutura.
● Ação 1: Buscar fomento junto a administração central e agências de fomento para viabilização da implementação da Central de águas e de um local de convivência para os
discentes.
Meta 7: Melhorar o engajamento dos docentes permanentes (DP) nas atividades do programa.
● Ação 1: Implementar um sistema de reconhecimento para docentes que atuem como visitantes em outras IES, assessores de órgãos de fomento e membros de corpo editorial.
● Ação 2: Desenvolver um programa de mentoria para novos docentes, com o objetivo de integrá-los às atividades de ensino e pesquisa do programa.
● Ação 3: Criar incentivos para que os DP aumentem sua carga horária em disciplinas do programa, como prioridade na distribuição de recursos.
Meta 8: Aumentar a produção científica qualificada dos discentes.
● Ação 1: Oferecer oficinas de escrita científica e revisão de artigos para discentes, com foco em periódicos de alto impacto.
● Ação 2: Estimular a utilização do edital institucional (PRPPG/UFBA), criando formulários e documentos que possam acelerar o processo de tramitação do processo no Sistema de
Gestão da UFBA. Favorecendo a publicação em periódicos reconhecidos.
● Ação 3: Apresentar as editoras com as quais a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior possui acordos para publicação.
● Ação 4: Implantar um programa de mentoria entre discentes mais experientes e ingressantes, com o objetivo de auxiliar na produção científica.
Meta 9: Otimizar a infraestrutura laboratorial e os recursos de informática.
● Ação 1: Realizar uma pesquisa detalhada sobre as necessidades de infraestrutura e recursos dos laboratórios, priorizando as áreas mais críticas.
● Ação 2: Buscar parcerias com empresas e outras instituições para obter recursos e equipamentos, incluindo a doação de equipamentos ociosos, mas ainda funcionais.
● Ação 3: Implantar um sistema de manutenção preventiva dos equipamentos laboratoriais, visando garantir o seu bom funcionamento e prolongar sua vida útil.
Meta 10: Aprimorar o atendimento da secretaria do programa.
● Ação 1: Capacitar a equipe da secretaria para melhorar o atendimento presencial e remoto, com foco na resolução de problemas e na agilidade dos processos.
Meta 11: Reduzir o tempo de titulação dos discentes de mestrado e doutorado.
● Ação 1: Implementar um sistema de acompanhamento dos discentes, com metas claras para cada etapa do programa e intervenções precoces em caso de dificuldades.
● Ação 2: Oferecer apoio adicional aos discentes que apresentem dificuldades na conclusão de seus trabalhos, como orientação individualizada e grupos de apoio.
● Ação 3: Promover a integração entre os diferentes grupos de pesquisa do programa, incentivando a colaboração e o compartilhamento de recursos e conhecimentos.
Meta 12: Aumentar o impacto social do programa.
● Ação 1: Estimular a participação dos discentes e docentes em projetos de extensão que beneficiem a comunidade local, como a Farmácia Viva.
● Ação 2: Promover a divulgação das atividades do programa para a sociedade, através de canais de comunicação como redes sociais e eventos públicos.
Meta 13: Ampliar a captação de alunos de outras áreas do conhecimento.
● Ação 1: Divulgar o programa em eventos e publicações de outras áreas do conhecimento.
● Ação 2: Criar disciplinas e atividades que sejam acessíveis a alunos de outras áreas do conhecimento.
● Ação 3: Oferecer bolsas de estudo para alunos de outras áreas do conhecimento que ingressam no programa.
Ao implementar estas metas e ações complementares, o PPgFAR poderá fortalecer ainda mais o programa, abordando de forma mais completa as demandas identificadas no
diagnóstico e melhorando a formação de seus alunos.
Português, Brasil