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Autoavaliação

A primeira Comissão de Autoavaliação do Programa de Pós-Graduação em Farmácia (PPgFAR) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), composta pelos professores Cristiane Flora Villarreal, Marcelo Santos Castilho e Ricardo David Couto, recebeu a missão de construir e implementar um sistema de autoavaliação no PPgFAR. Uma vez que este item está atrelado ao planejamento estratégico, torna-se um projeto sistemático de autoavaliação do Programa.
 
Com base nestas considerações, a UFBA tomou a iniciativa de estruturar um projeto institucional para a autoavaliação de todos os seus Programas de Pós-Graduação (PPg), uma iniciativa que objetivou deslanchar a construção do processo de autoavaliação de forma articulada na Instituição. Tal projeto procura assegurar processos básicos de autoavaliação que podem ser complementados, enriquecidos e ampliados por cada PPg, respeitando a sua cultura e tradição nesta área. Dessa forma, o projeto de autoavaliação do Programa de Pós-Graduação em Farmácia foi construído tendo como base o projeto institucional da UFBA e suas diretrizes, mas adequando cada etapa aos objetivos, características e vocações do PPgFAR.
 
I – OBJETIVOS
 
Geral:
 
Implantar sistemática de autoavaliação reflexiva, com base no contexto sócio-político atual, a fim de possibilitar a tomada de decisões rápidas e eficientes no âmbito do PPgFAR.
Específicos:
 
A) Criar processo ágil e transparente de avaliação contínua, com a utilização de instrumentos de fácil compreensão que permitam a avaliação de dados/informações que serão
subsídios nas ações;
B) Utilizar indicadores que possibilitem o acompanhamento da evolução dos processos no alcance de determinados objetivos e metas, por meio da melhoria contínua de ações,
abordagens e estratégias;
C) Entregar à comunidade participe do programa de pós-graduação, a titularidade e responsabilidade da avaliação, pois esse processo avaliativo será autogerido de forma
participativa pela comunidade acadêmica;
D) Formular ações reflexivas, inclusive, a partir de contribuições da comunidade externa, visando, ao longo do tempo, a melhoria dos processos do PPgFAR com o intuito de corrigir
trajetórias, metas e resultados esperados para o futuro próximo;
E) Associar o processo de autoavaliação com o plano de desenvolvimento institucional, garantindo o acompanhamento do desempenho e da participação das partes interessadas do
PPgFAR.
 
1.4.1 – Definição do procedimento de autoavaliação
 
O processo de autoavaliação do PPgFAR é contínuo e composto por 5 etapas:
  • Etapa 1. Composição da Comissão e elaboração do projeto de autoavaliação.
  • Etapas 2 e 3. Coleta de dados e decisões técnicas.
  • Etapa 4. Uso dos resultados para planejar e implementar ações.
  • Etapa 5. Meta avaliação.
De acordo com o Projeto de Autoavaliação, elaborado em 2019, 4 pilares estruturam os elementos técnicos da Autoavaliação (Etapas 2 e 3) do Programa: 1) Processos formais de avaliação; 2) Avaliação por discentes e egressos; 3) Indicadores de desempenho; 4) Avaliação pelos docentes, discentes e servidores.
 
A seguir, são detalhados a forma como cada um dos pilares se insere no fluxo de autoavaliação.
 
1. PROCESSOS FORMAIS E EXTERNOS DE AVALIAÇÃO
 
Objetivos: Essa etapa representa o ponto de partida do processo de autoavaliação do PPgFAR, sendo baseada na análise do desempenho do Programa no quadriênio anterior. Essa é, portanto, uma etapa de autodiagnóstico, que deverá evidenciar os pontos fortes e as fragilidades do Programa e auxiliará no estabelecimento de metas de melhorias que vão integrar o planejamento estratégico.
 
Estratégia: Análise dos resultados de avaliações externas. Foi analisado o último relatório de avaliação do Programa (2017-2020), com ênfase nos itens que integram os três quesitos da ficha de avaliação: Programa, Formação e Impactos na Sociedade. Em adição, foram analisados os relatórios do INEP, que oferecem insumos importantes sobre o desempenho dos graduandos em Farmácia da UFBA no ENADE, buscando aprofundar a relação entre a pós-graduação e a graduação, ampliando os seus impactos recíprocos.
 
Ademais se incluiu as ferramentas bibliométricas disponíveis pela UFBA (Stella Experta® PG e Stella Experta® Pesquisa) além de um website desenvolvido sob orientação do PPgFAR (http://labimm.shinyapps.io/LaSu/)
 
2. AVALIAÇÃO POR DISCENTES E EGRESSOS
 
Objetivos: As percepções dos discentes e dos egressos sobre o curso que realizam ou realizaram são insumos importantes para qualquer avaliação educacional. Enquanto a avaliação dos discentes volta-se para levantar informações sobre o seu processo de formação ao longo do curso, a avaliação dos egressos centra-se no impacto que o curso teve na sua carreira profissional.
 
Estratégia: Foram elaborados questionários e aplicados no 1o e 4o semestres para mestrandos; 1o, 4o e 8o semestres para doutorandos. Os questionários foram reaplicados a cada dois anos para os egressos. Adicionalmente foram criados questionários eletrônicos disponibilizados semestralmente e anualmente para a autoavaliação discente e docentes das disciplinas ministradas
 
3. INDICADORES DE DESEMPENHO
 
Objetivo: Esse terceiro pilar do processo de autoavaliação inclui o levantamento sistemático de dados de desempenho do programa, visando monitorar, ao longo do quadriênio, o desempenho do PPgFAR nos aspectos considerados relevantes pela área de Farmácia da CAPES. O mapeamento periódico desses indicadores, permite detectar dificuldades e buscar saná-las ainda ao longo do quadriênio.
 
Estratégia: Os indicadores, mapeados anualmente, foram definidos de acordo com a ficha de avaliação da área de Farmácia da CAPES (2017-2020), considerando seus três eixos – Programa, Formação e Impacto Social. Esses dados foram utilizados na construção de um relatório final, que foi apresentado aos docentes e discentes do PPgFAR.
 
4. AVALIAÇÃO PELOS DOCENTES, DISCENTES E SERVIDORES TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS
 
Objetivos: O conjunto de dados coletados e sistematizados nas etapas anteriores foram discutidos, socializados e debatidos pelo Programa. O quarto pilar, portanto, objetiva utilizar os resultados obtidos na orientação da revisão dos planos de ação, definição de novas metas e definição de novos projetos. 
 
Estratégia: Ao término do ano letivo, o PPgFAR realizou um seminário de avaliação envolvendo docentes, alunos e servidores. O seminário contou ainda com a participação de docentes externos ao PPgFAR, que possam colaborar no sentido de ampliar o diagnóstico das dificuldades e avanços do Programa no ano. No seminário os resultados da autoavaliação foram socializados e debatidos e um documento foi gerado, para servir como base para os trabalhos da Comissão de Planejamento estratégico, junto com a coordenação do Programa, à Etapa 4 do Programa de Autoavaliação do PPgFAR que é a Implementação de Ações.
 
No quadriênio 2021-2024, a etapa 1 de autoavaliação foi iniciada no Colegiado do PPgFAR pela nomeação das Comissões de Autoavaliação e de Planejamento Estratégico. A Comissão de Autoavaliação é responsável por conduzir as atividades das Etapas 2 e 3 e preparar um relatório destinado a orientar os trabalhos da Comissão de Planejamento Estratégico, a qual conduzirá, em conjunto com Colegiado, a Etapa 4 de planejamento e implementação de ações. A etapa 5, também conduzida pela Comissão de Autoavaliação, é realizada no fim do quadriênio e avalia a efetividade do planejamento estratégico.
 
A Comissão de Autoavaliação do quadriênio 2021-2024 foi composta pelos professores Adriana Raffin Pohlmann (UFRGS), Cristiane Flora Villarreal (UFBA) e Marcelo Santos Castilho (UFBA). Essa comissão realizou um seminário com docentes e discentes para apresentação dos resultados, interpretação e diagnóstico, bem como definição de metas e execução de ações para solução dos problemas encontrados.
 
1.4.2 – Comunidade envolvida no processo de autoavaliação
 
Os formulários empregados para realizar a autoavaliação do PPgFAR foram aplicados em três momentos distintos do quadriênio, sendo que no primeiro deles, denominado “Autoavaliação individualizada de discentes do PPgFAR”, referente ao ano 2021, utilizou-se o mesmo conjunto de questões empregado no quadriênio passado. Portanto, não foram coletadas informações dos docentes sobre a infraestrutura física ou organizacional do programa, tampouco sobre os componentes curriculares sob sua responsabilidade. Com a evolução da discussão acerca dos mecanismos de autoavaliação, a UFBA optou por aplicar apenas um tipo de formulário para discentes e outro para egressos, que foram elaborados pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e passou a ser administrado para todos os egressos de cursos de pós-graduação a partir de 2021. Adicionalmente, definiu-se que o processo de autoavaliação deveria envolver também os docentes do programa. A fim de adequar as ferramentas de autoavaliação anteriormente desenvolvidas pela Comissão de Autoavaliação e acompanhamento de egresso do PPgFAR aos procedimentos adotados no restante da Universidade, houve uma unificação dos formulários com a finalidade de avaliar a qualidade dos componentes curriculares ministrados no PPgFAR, juntamente com os docentes que ministram estes componentes e um segundo formulário que visa avaliar  a infraestrutura física e organizacional do programa. Adicionalmente, foram desenvolvidos formulários equivalentes para captar a percepção dos docentes sobre estes tópicos. Os resultados obtidos com estes formulários, aplicados em 2023 e 2024 estão descritos no subitem “Avaliação institucional do PPgFAR”. Adicionalmente, egressos entre janeiro de 2021 e agosto de 2023, período no qual o PPgFAR ainda não tinha formado doutores, foram avaliados por meio de um formulário institucional. 
 
As informações coletadas por meio deste instrumento estão descritas no subitem “Avaliação institucional de egressos do PPgFAR”.
 
1.4.3 – Interpretação dos resultados e diagnóstico da autoavaliação, com definição de metas e execução de ações para solucionar os problemas encontrados
 
O processo formal de avaliação foi o ponto de partida da autoavaliação do PPgFAR. Baseada na análise do desempenho do Programa no quadriênio anterior, esta é uma etapa de autodiagnóstico, que evidencia os pontos fortes e as fragilidades do Programa e auxilia no estabelecimento de  metas de melhorias que integrarão o planejamento estratégico. A partir do Relatório de Avaliação do Programa pela CAPES (2021), os três quesitos da ficha de avaliação: Programa, Formação e Impactos na Sociedade foram analisados, quanto
aos aspectos mais relevantes para o processo de autoavaliação. 
 
No quesito programa, o perfil do corpo docente foi avaliado como muito bom, embora os docentes permanentes (DP) do programa precisem aumentar sua atuação como: visitantes em outras IES, assessores de órgãos de fomento e membros de corpo editorial. As disciplinas ofertadas devem abranger mais linhas de pesquisa e integrar mais docentes. Embora o programa tenha implementado projeto de Autoavaliação e Planejamento estratégico que foi bem avaliado, o processo ainda tem lacunas relacionadas ao diagnóstico e interpretação dos resultados para o estabelecimento de metas e ações. É importante salientar que inconsistências no preenchimento dos campos da plataforma podem ter comprometido o resultado da avaliação, considerando que as justificativas para alguns dos conceitos que foram mal avaliados, foi a falta de detalhamento e informações do item solicitado.
 
No quesito formação, a produção de discentes, tanto de artigos qualificados quanto de produtos técnicos foi baixa no quadriênio, o que não é condizente com a avaliação positiva da qualidade e adequação das dissertações, e com a boa avaliação dos egressos do programa. A baixa produção de discentes contrasta também com as análises positivas da produção docente. Esses resultados indicam que, mesmo que as dissertações do programa tenham qualidade e os DP tenham boa produção científica, há uma lacuna no processo de publicação dos produtos diretos do PPgFAR. Como descrito na análise anterior, inconsistências no preenchimento dos campos da plataforma podem ter comprometido o resultado da avaliação.
 
No quesito impacto na sociedade, o programa foi bem avaliado quanto ao impacto e caráter inovador da produção intelectual, embora essa qualidade não tenha se revertido em muitas premiações e reconhecimentos de produções do programa, que foi considerado regular. Os impactos econômico, social e cultural também foram avaliados como regulares, com base na pouca contribuição para a formação de recursos humanos qualificados atuantes nessas áreas. A inserção local, regional e nacional do programa foi considerada regular, em função da baixa nucleação de novos programas no país. 
 
Autoavaliação individualizada de discentes do PPgFAR: Em 2021, 67% dos discentes que ingressaram no PPgFAR fizeram sua graduação em Farmácia, ao passo que 22% cursaram Biomedicina e 11% Enfermagem. Dentre eles, 78% declararam ter auxílio de agências de fomento (bolsa) para desenvolver seus mestrados ou doutorados, sendo que a maior parte das bolsas (72%) é proveniente da CAPES. Os discentes que ingressaram no PPgFAR em 2021 (90%) demonstraram elevada satisfação (nota ≥ 4, numa escala de 0 (totalmente insatisfeito) até 5 (totalmente satisfeito), que será adotada doravante) com o processo seletivo, porém apenas 56% deles relataram satisfação equivalente considerando- se outros parâmetros: o acesso as regras, deveres e obrigações dos discentes. O grau de satisfação com as orientações acerca de prazos para qualificação foi equivalente (56%) e com o acesso a formulários, manuais e modelos de tese/dissertação foi melhor (67%). O pior desempenho foi quanto à completeza de informações na página do programa que recebeu nota ≤ 4 de 67% dos discentes que ingressaram o programa em 2021.
Os componentes curriculares cursados neste 1o ano foram considerados como adequados (nota ≥ 4), quanto à quantidade, à duração e aos objetivos da formação pretendida para apenas 44% dos discentes, sendo o principal problema apontado a “Ausência de componentes específicos para minha área de interesse” (44%). Entretanto, 78% deles declararam estar satisfeitos (nota ≥ 4) com a forma como as atividades acadêmicas contribuíram para seu exercício profissional, assim como com seu desenvolvimento de habilidades e competências para a pesquisa. O grau de desenvolvimento de habilidades e competências para o ensino foi considerado como bom (nota ≥ 4) para apenas 56% dos discentes, assim como o incentivo para produção de artigos/capítulos e a participação em eventos científicos. Nestes dois últimos quesitos, o principal problema foi a falta de apoio financeiro (60-75%), por exemplo para pagamento de taxas de publicação.
 
No que se refere à infraestrutura, 56% consideraram as salas de aula e os laboratórios de pesquisa adequados (nota ≥ 4). Os principais pontos a serem melhorados, na opinião dos discentes são: Climatização das salas de aula e aquisição de equipamentos laboratoriais. Do ponto de vista organizacional e logístico, os discentes mostraram-se satisfeitos com a atuação da secretaria do programa (nota ≥ 4; 89%) e com a habilidade e domínio dos docentes durante as aulas (nota ≥ 4; 100%). A capacidade didática e de propiciar um clima adequado para a aprendizagem também recebeu nota ≥ 4 de 89% dos discentes.
 
Ao ingressar no PPgFAR, pelo menos 78% dos discentes acreditavam que sua maior qualificação contribuiria de alguma forma para aumentar sua renda, capacitação para a docência no magistério superior, realizar pesquisas na sua área de pesquisa e fomentar seu crescimento profissional. Entre os discentes de “meio de curso” que responderam ao questionário, 86% cursaram o mestrado e 14% o doutorado, dentre estes discentes 77% se graduaram em farmácia-bioquímica, 67% eram bolsistas e nenhum deles trabalhou durante sua pós-graduação. Embora a principal agência financiadora das bolsas continue sendo a CAPES (58%), a participação da FAP estadual (FAPESB) cresceu (36% vs. 14% para os ingressantes).
 
Para os discentes em “meio do curso”, 62% julgaram adequado (nota ≥ 4) a quantidade e duração dos componentes curriculares com relação aos objetivos da formação pretendida. 
 
Uma porcentagem levemente maior (67%) considerou adequado o conteúdo e as atividades nas aulas para atingir a formação pretendida e 76% dos discentes afirmaram (nota ≥ 4) que as atividades acadêmicas desenvolvem as habilidades necessárias para o exercício profissional.
 
Contraditoriamente, apenas 52% dos discentes afirmou ter bom conhecimento e competências para a atividade profissional. Uma fração maior deles afirmou ter conhecimento e competências elevadas para docência (67%) ou pesquisa (81%).
 
O incentivo para produção de artigos/capítulos e a participação em eventos científicos (nota ≥ 4) foi considerado menor do que entre os ingressantes no curso (52% vs. 55%).
 
No que se refere a infraestrutura, 48% consideraram as salas de aula e os laboratórios de pesquisa adequados (nota ≥ 4). Os principais pontos a serem melhorados, na opinião dos discentes, são: Ergometria dos assentos e aquisição de equipamentos laboratoriais. Do ponto de vista organizacional e logístico, os discentes mostraram-se satisfeitos com a atuação da secretaria do programa (nota ≥ 4, 81%) e com a habilidade e domínio dos docentes durante as aulas (nota ≥ 4, 81%). A capacidade didática e de propiciar um clima adequado para a aprendizagem também recebeu nota ≥ 4 de 76% dos discentes. Após ter realizado aproximadamente metade das atividades científicas e acadêmicas previstas para o mestrado/doutorado, pelo menos 86% dos discentes acreditavam que sua maior qualificação contribuiria de alguma forma para aumentar sua renda, capacitação para a docência no magistério superior, realizar pesquisas na sua área de pesquisa e fomentar seu crescimento profissional.
 
Avaliação institucional do PPgFAR - Na maioria, os docentes acreditam que suas explicações são claras e que eles incentivam o compartilhamento das experiências e conhecimentos dos alunos. Por um lado, os professores acreditam que suas explicações se tornaram mais claras ao longo do tempo (2024 - 40% vs. 2023 – 18,7%), porém o compartilhamento de experiências e conhecimentos seguiu o sentido oposto (2024 - 60% vs. 2023 – 81,8%).
 
Embora os docentes geralmente consigam perceber quando os discentes estão compreendendo os assuntos ministrados, esses acreditam que em grande parte do tempo eles estão desinteressados ou confusos com os tópicos ministrados. Contraditoriamente, os docentes estão satisfeitos com seus conteúdos curriculares (nota ≥4: 2023 - 81,8%; 2024 - 100%), acreditam que os discentes são interessados pelo conteúdo ministrado (nota ≥4: 2023 - 90,9%; 2024 - 80%) e o seu aproveitamento nestes componentes curriculares é geralmente bom (nota ≥4: 2023 - 72,8%; 2024 - 60%).
 
Nestes últimos critérios, nota-se um declínio que pode estar associado a diferença entre os componentes curriculares ministrados, bem como do nível e área de pesquisa dos discentes que se cursaram os componentes curriculares. Todavia, os docentes não veem necessidade de reformular/atualizar o conteúdo programático dos componentes curriculares, que, na visão dos docentes, atendem às necessidade dos discentes (nota ≥4: 2023 - 100%; 2024 - 80%); os instrumentos de avaliação empregados são adequados para aferir os conhecimentos e habilidades adquiridos com cada componente curricular (nota ≥4: 2023 - 100%; 2024 - 80%) e os discentes são convidados a criticar o ponto de vista e conhecimentos do docente com grande frequência.
 
De uma forma geral, os componentes curriculares com piores indicadores, segundo os docentes que os ministraram, foram:
 
2023: PPgFAR0033 - Identificação e Otimização in silico de Candidatos a Fármacos; PgFAR0047 - Bioinformática Aplicada Ao Desenvolvimento de Agentes Terapêuticos e PPgFAR0016 - Pesquisa, Bioética e Docência em Ciências Farmacêuticas;
2024: PPgFAR0049 – Biofarmácia e PPgFAR0046 – Descoberta e planejamento de fármacos;Em 2023 e em 2024, a proporção entre mestrandos e doutorandos que responderam aos questionários de autoavaliação foi de 1,4 (58% mestrandos e 42% doutorandos). Embora os discentes também apresentem grau de satisfação com os componentes curriculares ministrados similar ao dos professores em 2023 (nota ≥ 4: 85,3%), não houve melhora nem piora em 2024 (nota ≥4, 87,8%), ao contrário do que foi notado pelos docentes. De forma semelhante, aproximadamente 90% dos discentes acreditam que os componentes curriculares contribuem de forma positiva para aquisição de novos conhecimentos e para sua formação acadêmica. Este número é menor que a satisfação dos docentes com o conteúdo ministrado nos componentes curriculares em 2023 (nota ≥ 4: 100%) e maior do que em 2024 (nota ≥ 4: 80%). Ao se analisar separadamente os discentes que cursam o mestrado e o doutorado, percebe-se que, em 2023, a satisfação foi maior entre os doutorandos (4,6) do que entre os mestrandos (4,0), e, em 2024, as notas atribuídas foram mais próximas, porém em sentido oposto (4,4 vs. 4,5, respectivamente).
 
Os discentes reconhecem a qualificação do corpo docente (nota ≥4: 2023 - 87,9%, 2024- 93,4%) e aproximadamente 90% concordam que os métodos de avaliação empregados foram pertinentes. A nota atribuída por mestrandos (4,7) e doutorando (4,6) é muito semelhante em 2024, porém, em 2023, houve uma divergência maior 4,0 vs. 4,4, respectivamente, devido a notas baixas concentradas no componente curricular PPgFAR0016 - Pesquisa, Bioética e Docência em Ciências Farmacêuticas.
 
Ainda é importante destacar que houve um aumento no uso de ferramentas digitais e diversificação nos instrumentos didáticos explorados pelos docentes para ministrar o conteúdo programático de seus componentes, ao longo do quadriênio com a inclusão de listas de discussão e redes sociais entre os recursos utilizados pelos docentes para engajar os discentes no processo de aprendizado.
 
O PPgFAR tem uma secretária que trabalha em regime de 6 horas, sendo parte das demandas de docentes e discentes atendida de forma remota. O atendimento presencial deixou de ser ótimo (nota 5) ao longo do quadriênio (50% em 2023 vs. 10% em 2024) pela visão dos docentes. Embora o atendimento virtual também tenha recebido nota menor na parte final do quadriênio, os docentes consideram que esta forma de atendimento é ótima (nota 5 100% em 2023 vs. 80% em 2024). A celeridade e adequação dos procedimentos adotados pela secretaria para resolução das demandas foi considerada boa ou ótima (nota ≥4) por 100% dos docentes em 2023 e 90% em 2024. Entretanto, cabe destacar que em ambas as avaliações, a proporção de docentes que atribuíram nota 4 foi maior, sugerindo que existem processos e procedimentos que devem ser ajustados para alcançar o nível de excelência desejado.
 
Na opinião dos discentes, o atendimento presencial da secretaria também tem qualidade menor que o virtual, uma vez que 62,5% dos discentes atribuíram nota 5 para o primeiro, enquanto o segundo (virtual) recebeu nota 5 de mais de 75% durante todo o quadriênio. Ao contrário dos docentes, a maioria dos discentes (>60%) avaliam que a celeridade e resolução de demandas pela secretaria do PPgFAR foi ótima (nota 5) ao longo do quadriênio.
 
No que se refere à infraestrutura, 33,3% dos docentes atribuíram nota ≥ 4 para o acervo e recursos de informática em 2023 e esta proporção caiu para 20% em 2024. De forma análoga, apenas 62,5% dos discentes atribuíram nota ≥ 4 para o acervo e recursos de informática em 2023 e esta proporção caiu para 40% em 2024. Quando se leva em conta separadamente os mestrandos e doutorandos percebe-se que, em 2023, o grau de insatisfação é maior entre os mestrandos (3,5) do que entre os doutorando (4,1). Em 2024, o grau de insatisfação é pior do que na avaliação anterior entre os doutorandos (3,2) e semelhante entre os mestrandos (3,3).
 
Os docentes também manifestaram insatisfação crescente ao longo do quadriênio em relação aos laboratórios nos quais são realizados os projetos de pesquisa, com pequena melhora na avaliação na porção terminal do período (nota ≥ 4: 2023 - 33,3%; 2024 - 40%). Embora os níveis de satisfação entre os discentes sejam melhores, ele não ultrapassou 63% durante o quadriênio e quando se analisa separadamente as respostas dos mestrandos (3,6) e doutorandos (3,9) nota-se que, em 2023, mais uma vez a insatisfação é maior no primeiro grupo. Em 2024, o grau de insatisfação permaneceu praticamente inalterado (3,7 e 3,9, respectivamente).
 
Por fim, 79% dos docentes demonstraram-se satisfeitos (nota ≥ 4) com os recursos audiovisuais disponíveis para ministrar seus componentes curriculares em 2023, enquanto esta porcentagem caiu para 62,5% em 2024. Entretanto, a aprovação da sala de aula (nota ≥ 4) foi de somente 33,3% em 2023 e 40% em 2024. Entre o corpo discente, observa-se maior insatisfação com os recursos visuais do que com a sala de aula propriamente dita em 2023 (nota ≥ 4: 33,3% vs. 75%, respectivamente) e insatisfação semelhante com ambos os itens em 2024 (62,5% e 57,5%, respectivamente). A análise de forma separada para mestrandos e doutorandos mostra, em 2023, que os mestrandos (3,9) têm menor grau de satisfação do que os doutorandos (4,3). Em 2024, houve uma piora na qualidade dos recursos visuais, segundo os discentes de ambas as categorias (3,5 e 3,9, respectivamente).
 
1.4.4 – Mecanismos de acompanhamento de egressos
 
O acompanhamento de egressos foi realizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da UFBA, utilizando um formulário composto por cinco dimensões avaliativas: 1- Perfil dos participantes; 
 
2- Situação de trabalho; 3- Percepção do curso; 4- Impactos do curso e 5- Planos futuros. O questionário foi aplicado em 2021, 2023 e 2024. No que se refere ao perfil dos egressos que participaram da autoavaliação, 41,7% optou por fazer a pós-graduação para dar seguimento à carreira acadêmica, enquanto outros 41,7% fizeram esta opção para se qualificar  profissionalmente. Durante o mestrado, 50% deles se dedicaram integralmente aos seus projetos de dissertação, porém nenhum deles fez intercâmbio/estágio durante a pós-graduação. No que se refere a situação de trabalho, 50% não trabalhava antes de ingressar na pós-graduação e 25% deles desenvolveu seu trabalho de mestrado trabalhando. Ao finalizar o mestrado, 50% estão inseridos no mercado de trabalho privado (33.3%) ou no setor público (16.7%), atuando, primariamente na área de pesquisa na qual desenvolveram seus projetos de pesquisa Embora 41,1% dos mestres formados pelo PPgFAR neste período tenham feito concurso para magistério em IES pública, apenas 16,7% deles logrou êxito nos certames, porém nenhum deles em 1o lugar, consequentemente, nenhum egresso é professor universitário. 
 
Relativo aos egressos do doutorado, 45% encontram-se inseridos em atividades de ensino e/ou pesquisa, sendo: Candidato aprovado como docente da Universidade do Estado da Bahia; Fellow da Universidade de Maryland/EUA, Bolsista de desenvolvimento industrial/CNPq, Coordenação do Biobanco do Instituto Gonçalo Moniz/FIOCRUZ, Pós-doutorado no Instituto Gonçalo Moniz/FIOCRUZ.
 
Quanto à infraestrutura do programa (salas de aula, biblioteca, serviços de videoconferência, laboratórios, etc.), 42% a consideram pelo menos satisfatória, ao passo que a secretária do programa recebeu conceito semelhante de 67% dos egressos. Por outro lado, os egressos reconhecem a formação e experiência prática do corpo docente (conceito ≥ satisfatório 75% em ambos).
 
De forma similar, os egressos julgam que o suporte oferecido pelos orientadores para o desenvolvimento do seu trabalho final, em geral foi pelo menos satisfatório (67%). Apesar disso, a estrutura curricular do PPgFAR, segundo eles, constitui um ponto a ser repensado para melhorar a aprendizagem (conceito ≤ satisfatório 50%), a capacitação dos egressos para exercer a docência no ensino superior (conceito ≤ satisfatório 59%) ou sua habilidade para conceber e desenvolver projetos de pesquisas no seu campo de conhecimento (conceito ≤ satisfatório 41%). Outro ponto bastante criticado pelos egressos foi acerca das oportunidades de intercâmbios no Brasil ou no exterior (conceito ≤ satisfatório 75% e 83%, respectivamente) Em consonância, 58% dos egressos consideram que a pós-graduação teve impacto significativo (conceito ≥ muito) sobre sua empregabilidade ou salário (conceito ≥ muito 41%).
 
Entretanto, eles apontam que o mestrado contribuiu significantemente (conceito ≥ muito 84%) para o seu crescimento profissional e capacitação para atuar profissionalmente na sua  área. Um número insignificante de egressos respondeu as questões sobre seus planos futuros, embora 75% deles tenham dito que recomendariam o PPgFAR para um(a) conhecido(a).
 
PRINCIPAIS CONCLUSÕES DA AVALIAÇÃO DE DOCENTES, DISCENTES E EGRESSOS
 
  • O perfil dos discentes do PPgFAR sugere que o programa tem baixa captação de graduados de outras subáreas do conhecimento;
  • Os discentes e egressos apontam que a alta qualificação dos docentes é decisiva para que as atividades acadêmicas tenham um impacto significativo sobre sua formação acadêmica e profissional;
  • A infraestrutura laboratorial e os recursos de informática são apontados por docentes, discentes e egressos como fatores limitadores para o processo de ensino/aprendizagem;
  • Segundo os discentes, o incentivo para participação em eventos científicos e publicação de artigos é baixa;
  • Ao contrário dos docentes, os egressos acreditam que a estrutura curricular precisa ser repensada e que é preciso aumentar as oportunidades de intercâmbio para discentes do  programa;
  • O baixo índice de egressos aprovados em concursos públicos ou atuando na docência superior é reflexo das limitações apontadas anteriormente;
  • O atendimento presencial realizado pela secretaria apresentou um decréscimo no atendimento às demandas de discentes e, principalmente, dos docentes, que foi compensada em parte por atividades realizadas de forma remota.
  • A autoavaliação dos indicadores de desempenho: Orientações de docentes permanentes (DP), carga horária do DP, titulação no PPgFAR, projetos de DP financiados e iniciados, concluiu o seguinte:
 
A avaliação do corpo docente do programa mostrou que a proporção entre docentes colaboradores e permanentes está abaixo de 30%. Por outro lado, o nível de envolvimento dos DP com o programa parece ser insatisfatório, como evidenciado pela baixa, e em declínio, carga horária dos DP em disciplinas ministradas, e pelo aumento expressivo na porcentagem de DP sem orientações em andamento no programa. Esse panorama aponta a necessidade de ações do Colegiado voltadas a promover o maior engajamento do DP com as atividades de formação do discente.
No que se refere a produção, o PPgFAR teve um desempenho levemente acima da média de todos os Programas 4 na produção de artigos com discente e/ou egressos no triênio 2021-2023. Um indicador que merece destaque no PPgFAR é a produção de artigos A e de artigos A2+ que foram superiores às médias de todos os Programas 4 e poderá, ainda, ser incrementada com a formação de pós-graduandos em nível de doutorado. Como meta pode-se vislumbrar o aumento da produção bibliográfica de artigos, considerando-se qualidade da produção, pela consolidação do doutorado.
 
Os dados analisados do período 2021-2024, referentes à titulação, mostraram que o tempo de titulação no mestrado e no doutorado no PPgFAR é discretamente maior em relação aos outros programas nota 4 na área. Um ponto que requer atenção é o aparente descompasso entre ingresso e titulação de pós-graduandos, pois a análise do quadriênio mostrou que a razão de discentes matriculados por DP aumentou ao mesmo tempo em que a razão de discentes titulados por DP reduziu. Nesse contexto, a maior atuação da Comissão de Bolsas do PPgFAR, no sentido de um acompanhamento mais próximo da evolução dos projetos dos discentes é recomendada, visando a identificação e interferência em eventuais dificuldades na conclusão das teses e dissertações.
 
As métricas relativas à projetos financiados dos DP foram favoráveis no quadriênio, indicando que a capacidade de captação de recurso para pesquisa é um ponto forte do PPgFAR.
 
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